Quarta-feira, Agosto 20, 2008

Muito pequenina e macia



A Microsoft ainda não conseguiu resolver nem metadinha dos bugs do Windows Vista e já anunciou que vai apresentar pormenores sobre o Windows 7, designadamente, detalhes e informação técnica aprofundada, na Professional Developers Conference, em finais de Outubro e na Windows Hardware Engineering Conference (WinHEC), em inícios de Novembro. Divulgaram já que o novo sistema operativo vai ser baseado no kernel do Windows Server 2008 e não vai permitir a utilização do GPU para aliviar a carga do processador central.(WTF?)
E antes que os geeks e nerds dos computadores, habituais consumidores deste blog, atinjam o orgasmo, vou-vos comunicar o que me apoquenta em toda esta história.
É que eu ainda nem sei bem onde é que está a janela das definições da “resolução do ecrã”ou a opção de “adicionar impressora” no Windows XP, quanto mais no Vista, e agora já me vêm falar num Windows novo!!!?? Agora é que nunca mais acerto com nada de jeito!!! Vai ser erro fatal atrás de erro fatal!!! FA

Terça-feira, Agosto 19, 2008

Não há Naide pa ninguém

Iich!! Esqueci-me de meter o Euromilhões!!! E é jackpot!!! FA

Quarta-feira, Agosto 13, 2008

Tenho tanta, mas tanta razão

Antes que façam um Prós e Contras sobre isto, deixem-me clarificar que eu não vou lá participar apenas e tão só porque não suporto a voz da gaja. Posso até mandar este texto em Word para ser lido por alguém com uma voz melhor, como o Stephen Hawking, o Darth Vader ou a Dulce Pontes. Aproveito para dizer que a gaja do Prós e Contras, com a Júlia Pinheiro, a Catarina Furtado e o guarda-redes Ricardo, são, quando juntos e a sussurrar, uma arma de destruição massiva, daquelas que doem tanto como ficar com o mindinho entalado entre um camião TIR e um contentor carregadinho de bigornas.
Iniciava eu este texto escrevendo eloquentemente sobre o reduzido ou nulo número de medalhas que Portugal vai trazer dos Jogos Olímpicos de Pequim, número esse que vai deixar boquiaberto um sem número de imbecis que acompanha o Paulo Catarro nas noites olímpicas da RTP mas desconhece quantos metros tem uma piscina olímpica. É provável que a Vanessa Fernandes, apesar do peso do aparelho nos dentes, consiga trazer uma medalhita. Eu espero que sim, até porque virá na tradição de outras beldades portuguesas que o conseguiram, como a Rosa Mota e a Fernanda Ribeiro. Mais, tendo em conta que para além destas duas estampas apenas o Carlos Lopes conseguiu trazer o Ouro para Portugal, preferia a companhia deste último numas férias românticas. Também a Naide Gomes, pela fisionomia, é bem capaz de conseguir uma medalhinha no salto em comprimento. O Nelson Évora e o Obikwelu às tantas também conseguem e depois há sempre um gajo da vela que, apanhado num mini-ciclone, consegue chegar nos três primeiros. Ou seja, devemos conseguir duas ou três medalhas, e e.
Ai não sei quê, o Estado não apoia, vão lá é para fazer turismo, foram com pouca antecedência, ficaram no quarto ao lado dos russos que só sabem beber e fazer barulho, não há infra-estruturas, não há um projecto olímpico, choveu, a alimentação era muito diferente, faltam apoios dos privados e estamos num país onde nem há dinheiro para comer. O Ca-ra-lho!
Eu andei numa escola pública em que dos seis anos lá leccionados, apenas um tinha educação física (árdua actividade que consiste em duas cambalhotas ao longo do ano, rapazes a jogar futebol e miúdas a galar o professor “que já vistes o Fiat descapotável do gajo, ganda espectáculo!”) e era quando não chovia. Onde é que acham que a grande porrada dos atletas dos outros países aprendem os desportos? Será no Algés e Dafundo (eu nem sei bem que clube é este, mas tem um nome suficientemente forte e parvo para eu fundamentar a minha tese)?
É preciso constatar, e eu constato muito bem enquanto o Paulo Catarro entrevista um chinês qualquer em vez de passar 15 vezes as imagens da corrida do Phelps dos 200 metros livres em câmara lenta, que mesmo no atletismo, a tradição portuguesa vem toda do corta-mato, vulgo corrida de quem não tem onde correr e cuja estratégia passa por não escorregar na lama tanto como os outros. O tartan é que atrapalha muito.
FR

Chama-lhe arte, chama-lhe

Disclaimer:
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Vi esta bosta num museu (pelo menos acho que era esta), e mais umas quantas do mesmo género, e do mesmo autor. Joan Miró de seu nome. Dizem que é arte e que vale milhões. Na minha humilde e leiga opinião, trata-se sim de uma palhaçada, de um insulto à inteligência, que podia ter sido pintada por um infante de três anos, utilizando como trincha, a respectiva fralda, ou até por um macaquinho paraplégico com meio cérebro. Mas sei lá eu. Vá lá que não paguei pa entrar. FA
Ps: Ah, e já me esquecia. E neste caso concreto o autor nem se dignou a dar uma pu#”$ta dum título à dita “obra”. Nem o gajo sabia o que lhe havia de chamar. Ficou “sin titulo”.

Loures em foco, Ford em trânsito

Perdoem-me a aspereza das palavras mas afigura-se me que o facto do puto (de 13 anos – com esta idade eu já fazia a barba) ter sido alvejado durante o assalto, significa apenas que chumbou no estágio … FA

Terça-feira, Agosto 05, 2008

VENDE-SE: T2 + 1 Bunker, totalmente remodelado, c/ placa

Com o tiroteio e fuzilaria que paí anda, qualquer dia, o marketing destinado à venda de casas, para além dos normais apetrechos como a certificação acústica e energética, instalação de aquecimento central ou ar condicionado, pé alto, cachet, virado a sul, norte ou a nascente e a sempre essencial pré-instalação da Tvcabo, vai também publicitar janelas c/ vidros triplos à prova de bala, caixilharia em titânio termolacado e estores automáticos em kevlar enriquecido. FA

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

Ali em baixo há publicidade da boa

Ignobilmente fui aqui incriminado, há tantos anos que ainda nem tinha adquirido esta soberba aptidão de rabiscar em bom português, de arrochar nas focinheiras de tudo o que era anúncio, especialmente tratando-se da segunda maior aglomeração criminosa do país, o Millennium BCP.
No entanto, não tendo este banco barbante (uma arrogante variante da palavra “guita”, por Toutatis!) para comprar um bolo mármore da Dan Cake em promoção, eis que pararam com a produção diarreica de publicidade. O tempora o mores, em bom tempo o fizeram.
Não obstante, reparei no rally vinho da Madeira e lembrei-me que é este tipo de nome que tem faltado às fracassadas maratonas e meia-maratonas de Lisboa (sinceramente não sei se são ou não fracassadas; apenas sei que são ao domingo de manhã, o que é suficiente para merecer o meu veemente repúdio; e asco, asco também; e não sei se repararam que ali em cima usei uma expressão em latim, que ah pois, isto anda muito bom).
Marlboro Maratona de Lisboa. Meia-maratona Toyota de Lisboa. Isto são nomes.
Já agora, duas sugestões: pararem de colocar posters sobre a competição nas carruagens do Metro. Ninguém liga e eu quero é saber quanto é que pago de multa se aparecer um pica, e; na próxima edição da meia-maratona, obriguem os corredores a fazer não apenas os 21 quilómetros de metade da prova, mas os 42 completos, ao pé-coxinho.



FR

Quinta-feira, Julho 31, 2008

O Paladino do Negrume

Pergunta: Mas porquê que o Bruce Wayne, quando veste o fatinho de Batman, fica com voz de bagaço com travo a tabaco??? FA

Saúdinha

O Presidente da República anunciou hoje que vai falar às oito horas aos portugueses, interrompendo as férias. Diz que vai abordar um assunto de elevado interesse nacional. Sede de protagonismo, é o que é.

Especula-se que vai adiar as eleições regionais nos Açores ou que vai vetar uma porrada de leis. Claro que o Montra já tem uma cópia do comunicado. Porquê? Porque somos os melhores, os mais astutos, conhecemos tudo e todos, temos influências em altos cargos da nossa nação. E, sobretudo, porque partilhamos as nossas instalações com um centro-cópia que os assessores do Cavaco usam para imprimir os textos, uma vez que o homem leva a sua forretice ao extremo. Manda, por exemplo, imprimir tudo frente e verso para se poupar no Navigator, que nem sequer é de 0,8 gramas, mas daquele mais fininho. É o que dá trabalharmos paredes meias com um centro-cópia. Paredes meias é vil expressão, mas olha agora fica. Ora, um erro da Gorete (a quem falta um dente) ao indicar a impressora ao sotôr que veio cá com a disquete, fez com que este último imprimisse o texto para a impressora do meu computador. Maneiras que agora tenho aqui o texto, que passo a reproduzir em todo o seu esplendor (esta alusão ao hino, tratando-se do Presidente da República, é, em si mesma, um hino, uma cantiga vá, ao bom português que ensopa estes nossos textos; e isto tratando-se de uma frase que começou com um “Maneiras” que indica preguiça, sim senhor, muita preguiça em estabelecer a causalidade que advinha da frase anterior mas que, não deslumbrando, cumpre). Ora então o discurso do homem, naquilo que presumo ser uma versão não definitiva:

“ Caros portugueses, interrompo as minhas férias para fazer aquilo que entendo ser uma obrigação inerente ao cargo para que fui escolhido: tenho o canalizador lá na casa do Algarve e aquilo parece que vai demorar a de denunciar uma situação que afecta todos os cidadãos nacionais. Num momento em que o aquecimento global está na ordem do dia, é inadmissível que num país membro da Comunidade União Europeia o tempo esteja tão enovoado enebulado encoberto. A água do mar esteve esta semana a 17 graus. Parece a Figueira da Foz. Parece que numa altura em que se discutem alterações à lejislação legislação laboral, era de meter redigir qualquer coisa uma disposição que previce previsse a possibilidade de dias de férias manhosos inadequados não contarem para o tempo de descanso que cada trabalhador merece. Vi, nos últimos dias, muitos portugueses a sair da praia às quatro da tarde. Em camisolas. Uma criança choramingava chorava por não poder estar na água. Tem sido um ver se te avias uma situação insustentável para o comércio local e, consequentemente, para a economia nacional. Alerto para esta questão por causa do canalizador que me fez vir para cima e abandonar a vivenda Mariani uma questão de consciência. Espero que o Sócrates quem de direito faça o mesmo. Obrigado e boas férias para todos.”

E é isto.

FR

Quarta-feira, Julho 30, 2008

Mais uma verdade ou duas


O antigo líder político dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic, acusado de genocídio, foi hoje colocado sob detenção na prisão do Tribunal Penal Internacional de Haia. Para quem me conhece, duas questões impõe-se: a primeira, um pedido de desculpas, pois sei bem o que custa conhecerem-me, isto independentemente da genialidade envolvida e coiso, sei bem, repito, pois convivo 24 horas por dia comigo próprio vai já para uns anos, à excepção de uma bebedeira ou outra ou ainda outra das quais não recordo nada, ah e da final do Euro 2004 da qual também não me lembro de grande coisa; a segunda, e a que afinal (não a do Euro) aqui me traz porque me preocupo com estas coisas ao ponto de escrever sobre elas, é a cela do homem no Tribunal Penal Internacional, cuja foto, se o blogger não se armar em parvo, aqui está:

Primeira constatação (da segunda questão, que se eu voltar à primeira aviso, hã, porque aqui o importante é perceberem o que eu quero dizer): o Tribunal Penal Internacional nunca foi a Paços de Ferreira comprar móveis. Isto diz muito sobre o Tribunal. Não ir a Paços de Ferreira comprar mobiliário significa não saber o que fazer ao dinheiro.
Adiante para a segunda constatação: também não foram à Zara Home, o que, para além de todos os argumentos que eu podia dar, é bom.
Terceira constatação: foram ao IKEA. “Ah não foram não, que aquela mobília não é do IKEA”, diz V. Exa. que me lê, como se isso (o ler-me) não fosse atestado suficiente para eu lhe demonstrar que aquilo é, de facto, do IKEA, e que V. Exa. está mais errado que eu sei lá.
Aquilo é do IKEA, mas do IKEA dos anos 80, que só existia nos países do Norte da Europa, como a Suécia e a Holanda e aquele outro dos Nokias.
Concretize-se, com os preços ao câmbio da época: cama Condenus, € 24,99; estante Codigus, € 13,99; quadro ardósia tamanho médio, € 4,99; conjunto pequeno-almoço, € 1,99; roupeiro Presidius, € 40,99; móvel televisão, € 8,99; colcha criança, € 8,79 e; cinzeiro criança, € 0,49.
O cinzeiro é a prova de que foi tudo comprado nos anos 80.
O resto é a prova de que as desculpas do primeiro parágrafo eram devidas.

FR